O cenário da suinocultura brasileira em 2018. Custos novamente falamos do milho. Parece que o milho é o calcanhar de aquiles do setor. E de fato é. Porque ainda não temos uma solução que agrade gregos e troianos, por isso a batalha é gigante.

Suíno desvalorizado, mais oferta de animais. O setor está sempre debatendo o problema, mas depende de ações rápidas do governo e também mudanças de conceitos ao longo da cadeia da carne. Esta conexão do milho com todo o processo produtivo ainda tem falhas graves que precisam ser sanadas. Soluções paliativas já não evitam prejuízos para os produtores.

Conversei com o assessor técnico da CNA – Confederação da Agricultura Pecuária do Brasil, Victor Ayres, sobre as propostas de políticas públicas para superar a crise da suinocultura brasileira.

São quatro ações que, de acordo com a entidade, podem fazer a diferença para o setor como um todo.

01 – Leilões no formato de VEP de 500 mil toneladas de milho;

02 – Reestruturação da venda de milho balcão para 40 toneladas mensais por cadastro;

03 – Retorno da linha de crédito de custeio para a retenção de matrizes suínas

04 – Simplificação da prorrogação dos financiamentos.

Nessa linha, vale destacar que os estoques de passagem finalizaram 2017 com mais de 18 milhões de toneladas, maior volume estocado da história, a tendência é manter este volume nos estoques privados. As exportações nacionais, segundo a superintendência técnica da CNA, estão estimadas acima de 35 milhões de toneladas, com isso os preços no mercado interno podem se manter nos patamares atuais até que se confirme o tamanho real da safrinha, ou segunda safra. Caso a previsão de boa produtividade se confirme, os preços para o segundo semestre tendem a uma leve queda. Mas neste momento de transição, são necessárias políticas cirúrgicas e assertivas.

Acompanhe a entrevista completa:

Marcelo Lara é colunista do suino.com