Durante evento da CNA – Confederação  da Agricultura e Pecuária do Brasil, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro,  saiu em defesa da instituição, que foi responsável nos últimos 10 anos por 40% do superávit primário do setor público.

Segundo ele, foram R$ 129 bilhões para o tesouro nacional pagando a “viúva”. Rabello diz que os empresários devem ter perdão coletivo se têm alguma falha por ser impossível cumprir o que ele chama de hospício tributário. O BNDES está projetando um planejamento estratégico para 2035, que inclui buscar fontes externas no mercado internacional, como no caso dos árabes e noruegueses, que têm excesso de poupança e queiram comprar papéis de dívidas do BNDES. A ideia é tirar o Brasil do estímulo ao consumo que, depois, se transforma em falta de consumo, é estimular a capitalização dos brasileiros.

A carteira do agronegócio vem crescendo de um lado principalmente por um fato negativo, que é a falta de vontade do industrial brasileiro de investir no atual cenário. Deveria ter investimento no agro e no industrial e, para isso, a política econômica tem que ir para a normalização dentro do mercado. Trata-se de um embate que precisa ser feito para tirar as amarras tributárias que sugam e tiram a competitividade do setor produtivo do país.

Vale constar que esta semana o presidente (BNDES), Paulo Rabello de Castro, foi um dos alvos das investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes em investimentos no fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios. Ele prestou depoimento e sua residência foi alvo de busca e apreensão. As ações foram iniciadas no dia 1º no âmbito da Operação Pausare nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. Segundo a Polícia Federal, as medidas judiciais têm como alvo pessoas físicas e dirigentes de instituição financeira internacional, além de pessoas jurídicas. Por meio de nota, a PF informou que, dentro desse grupo, há empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco.

Marcelo Lara – colunista do suino.com